sexta-feira, 10 de março de 2017

Atualização patrimonial fevereiro/2017: +4,02% - Renda passiva: R$ 1.100,50

Olá pessoas,

Primeiramente queria me desculpar pelo atraso na entrega dos resultados de fevereiro/17. A falta de tempo foi um fator preponderante neste início de mês.

Vamos aos resultados então:

Renda passiva de fevereiro/2017:

- Aluguel imóvel.....: R$   947,28
- Ações................: R$     6,80
- FIIs....................: R$   146,42

Total.......................:R$ 1.100,50


Em fevereiro houve um aumento de 23,79% em minha renda passiva, ultrapassando a barreira dos R$1.000,00 pela segunda vez! Uma parte deste aumento se deve ao reajuste anual do contrato de aluguel do imóvel que possuo, que venceu no final de janeiro mas foi prorrogado. A outra parte foi relativa ao pagamento de alguns atrasados, também do contrato de aluguel, que deveriam ter sido pagos no mês de janeiro e não foram, contribuindo para esse grande aumento temporário na renda passiva.

Na categoria das ações houve um pequeno aumento, devido ao pagamento de dividendos e JCP de algumas empresas, nada muito significativo.

Na carteira de FIIs houve investimento de boa parte dos meus recursos para aporte do mês, que resultaram no aumento relativo de 4,93%. O aumento poderia ser maior se os rendimentos de alguns FIIs não fossem reduzidos pelo efeito da queda da taxa de juros SELIC. Mas o importante é verificar que o aporte extra foi suficiente para bater a queda dos rendimentos e ainda aumentá-los um pouquinho.

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A luta "Aportes novos" x "queda SELIC"

E por último, mas não menos importante, uma análise sobre a evolução patrimonial: aumento de 4,02%. Como já disse em posts anteriores, a queda gradual na porcentagem de evolução patrimonial é normal, visto que o valor dos aportes é mais ou menos constante e o valor patrimonial cresce a cada mês. Além disso, tive que fazer uma retirada emergencial de R$1500,00 do meu patrimônio de liquidez diária, que impactou negativamente nos resultados. O importante é que eu tinha o dinheiro de emergência reservado para essas necessidades e parte dele foi usado sem comprometer o crescimento patrimonial. Neste mês de março devo recompor esse desfalque com aporte novo.


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Dessa vez tique que meter a mão na cumbuca para tirar algumas "bananas".

Obrigado e até a próxima.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Atualização patrimonial janeiro/2017: +13,28% - Renda passiva: R$ 888,95

Olá pessoas,

Segue nesse mais uma atualização mensal sobre o patrimônio. É legal ver como o patrimônio acaba evoluindo de forma mais rápida do que a gente prevê, isso é  sinal que as coisas estão bem encaminhadas.

O principal destaque do mês fica para o aumento patrimonial de 13,22%, influenciado tanto pelo aporte que realizei, um pouco maior que o do mês passado, mas principalmente pela valorização obtida na renda variável, em especial das cotas dos FIIs, que possibilitou um aumento percentual maior que no mês passado. Só em janeiro meus FIIs valorizaram 5,34% e a carteira consolidada rendeu 2,74%.



Sensação boa essa, não?


Tenho consciência que esse aumento só ocorreria efetivamente se eu me desfizesse das posições e realizasse o lucro, mas pretendo seguir o planejamento inicial e não dar muita atenção para esses números isoladamente. A desvantagem dessa valorização para minha estratégia consiste em que com o aumento do preço das cotas eu conseguirei comprar menos cotas com a mesma quantia de dinheiro.

Nos próximos meses os aportes não deverão ser tão volumosos quanto os de dezembro e janeiro, pois não terei mais a grana extra recebida nesses meses.

Renda passiva de janeiro:

- Aluguel imóvel.....: R$   744,34
- Ações................: R$     5,08
- FIIs....................: R$   139,53


Total.......................:R$ 888,95

A renda passiva teve uma queda no valor global, reflexo da diminuição do aluguel do imóvel. O valor veio menor que em dezembro, desconfio que seja por causa do fim do pagamento do IPTU 2016 pelo inquilino, mas já pedi o extrato para a imobiliária para verificar corretamente. Sobre o aluguel do apartamento fiz recentemente um post sobre a Novela Mexicana, que me rendeu mais três meses de prorrogação de contrato e aluguéis.

Alguém aí se lembra dessa novela mexicana do SBT?


Os rendimentos dos FIIs tiveram um aumento de 31,66%, superando a expectativa do mês passado, resultado de parte do aporte mensal, cujo resultado completo será visto apenas em fevereiro pois alguns dos fundos adquiridos, ABCP e HCRI, já haviam distribuído os rendimentos do mês.

Se as coisas continuarem bem e com a previsão de uma diminuição considerável das minhas despesas daqui a 3 meses, acredito que conseguirei cumprir a minha meta de renda passiva de FIIs  bem antes do esperado.

Obrigado e até a próxima.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Novela mexicana: reviravolta na renda passiva do apartamento e pequenas divagações


Olá pessoas,

Conforme havia dito em post anterior, no dia 21/01 finalizou o contrato de aluguel do meu apartamento, o que iria impactar muito na minha renda passiva mensal, por um prazo previsto de até seis meses de vacância.

Acontece que, passado o dia 21/01 não obtive notícias sobre a vistoria e a efetiva entrega do imóvel, e somente no dia 24/01, quando tive uma folga e estava me deslocando para a imobiliária para receber informações, me ligaram de lá e disseram o seguinte: "olha, a inquilina ia devolver o imóvel porque adquiriu um apartamento próprio e tinha a intenção de morar nele, no entanto houve algum problema com a documentação na Caixa e o processo dela deve atrasar uns dois a três meses, e aí a gente queria saber se você quer estender o prazo do contrato por mais esse período, o que acha?".

Bem, resolvi aceitar esse prazo extra de três meses, na forma de aditivo contratual, que irá restabelecer esta parte da minha renda passiva por este período. Como pretendo alugá-lo novamente, não vi maiores problemas em prorrogar, mantendo mais uma graninha para os aportes.

Afinal de contas, receber um aluguel é sempre bom, né?
Mas o que me deixou curioso foi o fato de o procedimento atrasar no banco, não acredito que as demandas estejam altas o suficiente para causar tumulto no processo de financiamento. Talvez seja pela menor disponibilidade de recursos, consequência dos saques efetuados da caderneta de poupança, talvez seja só a morosidade de um serviço burocrático que, apesar de a Caixa ser uma empresa pública (pessoa jurídica de direito privado), é praticado, em sua maioria, por empregados públicos (prestam concurso para o emprego mas são celetistas e não possuem estabilidade) que agem como se fossem servidores ocupantes de cargos públicos de regime estatutário e não se preocupam muito com a eficiência na prestação do serviço. 

Talvez seja a documentação da inquilina que esteja fora do requerido, e talvez ela tenha sido ludibriada por um agente "correspondente" Caixa Aqui, que ou é incompetente ou atrasa dolosamente o procedimento para receber mais grana.

Na minha experiência de compra do apartamento aconteceu a última hipótese, fomos enganados por um correspondente Caixa Aqui, em conluio com uma funcionária da própria agência da Caixa. Comprei o apartamento de um parente, e esse parente ficou responsável por dar andamento nos trâmites da compra. Foi até a agência da Caixa, e a funcionária mal intencionada alegou que os financiamentos imobiliários só poderiam ser feitos através de um correspondente Caixa Aqui, indicando convenientemente um que funcionava perto da agência.

Meu parente e eu indo para o correspondente.


Nesse momento a falta de conhecimento prejudicou a mim e a meu parente, que acreditamos na lábia da funcionária e meu parente procurou o correspondente.

Resumo da ópera: O cidadão era completamente inexperiente, perdia prazos e não tinha nenhum traquejo para resolver os problemas, nosso processo demorou mais de 6 meses para ser concluído, com muita dor de cabeça e gastos extras para pedidos de novas certidões em cartório, que excediam o prazo de 90 dias de emissão. Só resolvemos continuar nesse processo porque iríamos gastar mais ainda se iniciássemos um novo e eu não estava com pressa pois não precisava do apartamento. 
Mas disso tudo ficou a lição de buscar conhecimentos sobre aquilo em que pretende mexer e, principalmente, sempre que possível, cortar o intermediário que não serve para quase nada.

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Aprendemos pelo jeito mais difícil.

P.S.: Fizemos uma reclamação contra a funcionária da Caixa, em meados de 2013, pelas informações falsas e conluio com o correspondente. Até a presente data não recebemos qualquer retorno da Caixa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Efeito manada: fuja enquanto é tempo!

Dia 11/01/2017 o Comitê de Política Monetária (COPOM) resolveu reduzir a taxa Selic em 0,75%, cuja meta passou a ser 13% a.a. Desde então percebi em alguns fóruns e grupos sobre finanças que participo que a galera já está entrando em desespero e querendo girar seu patrimônio da renda fixa pós fixada para a pré fixada, incentivados por notícias superficiais da mídia e por "especialistas" que divulgam boletins com tons terroristas e fornecendo uma solução milagrosa caso você faça uma assinatura e pague um "pequeno valor". Mais ou menos assim:

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Algumas considerações a respeito:

1) Não adianta trocar o pós fixado pelo pré fixado agora, pois este último já havia sido precificado anteriormente pelo mercado, que já previa a redução da Selic. Emprestando as palavras de um colega da blogosfera: "chegou atrasado na festa e já vai embora, antes do final?", pois a época de comprar pré fixado com taxas altas já passou, no meio da crise do impeachment de Dilmão. Claro que, na época, não era trivial determinar que aquele era o momento  de pico dos prefixados, mas quem pôde assumir um pouco mais de risco irá colher os frutos de sua decisão;

2) Esse movimento de troca do pós pelo pré fará com que você pague IR durante a troca, valor este que, se você mantê-lo na aplicação, irá somar ao montante para o cálculo dos juros compostos até o vencimento do título;

3) O índice IPCA de 2016 divulgado pelo governo de 6,29% em 11/01/2017 permite que exista ganho real em um investimento pós fixado, até porque o controle da inflação é feito, pelo governo, principalmente através do aumento ou redução da taxa Selic, elas estão sempre de "mãos dadas", se uma aumenta a outra aumenta, se uma diminui a outra também diminui. Caso queira mudar de modalidade de investimento, aplique dinheiro novo, não gire patrimônio;

4) Normalmente nossas aplicações são feitas com base em um planejamento anterior que almeja o cumprimento de determinadas metas estabelecidas por nós. Nesse aspecto podemos tomar emprestado alguns ensinamentos de planejamento estratégico da área de administração e adaptá-los ao mundo das finanças:

a) estabelecimento de Missão, Objetivos e Metas: Missão seria o porquê dos investimentos, a causa principal, normalmente é "alcançar a independência financeira". Objetivos e metas são as etapas intermediárias que devem ser buscadas e cumpridas no trajeto rumo à missão. 

Os objetivos e metas devem ser traçados observando parâmetros conhecidos como SMART, onde S é specific (específico), ou seja, não se pode ter metas e objetivos genéricos como "conseguir juntar dinheiro em 2017"; M significa measurable (mensurável), que determina que os objetivos e metas devem ser passíveis de determinação numérica, por exemplo "acumular R$20.000,00 de patrimônio durante 2017"; A significa Achievable,  que significa alcançável, pois não adianta estabelecermos metas que não podem ser alcançadas, como por exemplo (propositalmente absurdo) estabelecer uma meta de "adquirir uma casa de 2 quartos, varanda e 2 vagas de garagem no Sol"; R, por sua vez, remete a Realistic, que quer dizer que a meta deve ser planejada dentro de uma perspectiva realista da pessoa, pois não adianta ter uma meta de acumular um milhão de reais em um ano se a pessoa tem como rendimento um salário mínimo por mês. A meta é mensurável (um milhão), é alcançável mas não é realista para o período proposto; por fim, T é time bound, que significa que as metas e objetivos devem ser "calendarizados", ou seja, colocados num cronograma temporal no qual seja possível cumpri-las.

b) formulação de estratégias e planos de ação: agora que você já sabe onde que chegar no final (Missão) e onde você quer chegar em cada etapa rumo ao objetivo final (objetivos e metas), você deve preocupar-se em como chegar ao final de cada etapa e, consequentemente, no objetivo final. Nesse momento você define quais os tipos de investimento irá realizar para alcançar a independência financeira, e deverá manter seus planos independentemente dos ruídos externos do mercado (como esse caso da queda da Selic e o "fim do mundo"). Uma eventual modificação dos seus planos somente poderá ser realizada nas circunstâncias do item "c" abaixo.

c) monitoramento e controle: aqui o investidor deverá monitorar o andamento de seus investimentos e verificar se as metas estão ou não sendo cumpridas e, em caso negativo, encontrar a causa e verificar alternativas ou correções nas estratégias ou planos de ações, ou até mesmo redefinir os objetivos e metas caso elas percam alguns dos parâmetros SMART.

5) Nota-se que o planejamento estratégico é cíclico, pois o monitoramento e controle pode levar a um novo estabelecimento de missão, objetivos e metas, que demandarão novas estratégias e planos de ação, que por sua vez irão demandar um novo monitoramento e controle.


Um bom conhecimento de sua situação atual, da situação que pretende atingir no futuro e conhecimento de fato sobre os caminhos escolhidos e possíveis para se alcançá-la, são necessários para que o investidor não se perca no caminho e acabe tomando atitudes não racionais baseadas no medo ou em outros sentimentos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Atualização patrimonial dezembro/2016: +10,99% - Renda passiva: R$ 937,31


Olá pessoas,


Após as festividades de fim de ano retornamos com força e foco total no grande objetivo de pendurar as chuteiras e viver tranquilamente no futuro. Claro que quando eu alcançar a independência financeira eu não pretendo realmente parar de trabalhar, mas sim diminuir o ritmo e focar nas atividades que tenho mais afinidade e me dão mais prazer, mas essa sensação de poder largar tudo e ficar de boa se eu quiser deve ser muito boa!

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Foco e concentração após as festividades de fim de ano

Tive um aumento de 10,99% no patrimônio total, graças principalmente ao volume de aporte que consegui realizar em dezembro, que foi mais ou menos semelhante ao aporte de novembro. 

O rendimento consolidado da minha carteira em dezembro foi de apenas 0,29%, muito aquém daquele 1% tão desejado. No entanto, levando em conta o meu grau de exposição em renda variável (aproximadamente de 40 a 45%) e o desempenho ruim dessa modalidade no final de 2016 eu considero até aceitável esse rendimento. Durante o ano pretendo ainda rebalancear a carteira para a proporção que gosto, 65% renda fixa e 35% em renda variável.



Renda passiva:

- Aluguel imóvel.....: R$   817,00
- Ações................: R$     14,34
- FIIs....................: R$   105,97

Total.......................:R$ 937,31


Grande parte do aporte de dezembro foi em FIIs, que já estavam sem aporte a uns 3 meses. O restante foi para a renda fixa e uma pequena parcela para ações, conforme publicado no post de metas financeiras. A expectativa é que em janeiro/2017 eu consiga uma renda passiva de aproximadamente R$130,00, ou seja, um aumento de +- 25%.

Em relação aos FIIs resolvi mudar um pouco a estratégia em 2017, pois passei a realizar os novos aportes em uma outra corretora, chamada Socopa, que não cobra taxa de corretagem para FIIs. Com isso eu posso emitir várias ordens durante o mês, aproveitando as diferentes datas de entrada de recursos como salário, aluguel do apartamento e os próprios rendimentos de FIIs e dividendos de ações. Nesta nova corretora eu pago apenas uma taxa de custódia de R$10,00 por mês e realizo quantas ordens eu quiser, enquanto na Rico cada ordem envolvendo FIIs eu pagava R$9,80, então financeiramente vale muito a pena pois estou reduzindo meus custos.

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Fazendo juz ao apelido quando o assunto é redução de custos

Em relação ao aluguel do apartamento, esse deve ser o último mês de renda passiva "cheia", no próximo devo receber o valor parcial, devido a iminente vacância informada no post anterior, mas fica a esperança de que essa vacância seja resolvida o mais rápido possível. Já me apareceu um "parente de parente" me sondando sobre a vacância, quanto era o aluguel e se eu pretendia continuar usando os serviços da imobiliária, aí quando respondi que sim o interesse diminuiu... prefiro assim, imobiliária tem um custo que poderia ser evitado mas prefiro não ter amolação para resolver qualquer problema, em especial com eventual "parente de parente". Bola pra frente!

Bom, vou ficando por aqui, até a próxima pessoal!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Metas para 2017 e queda temporária na renda passiva



Olá pessoas,


Após o balanço das metas de 2016 feito no post passado é hora de estabelecer as metas para o ano que chega. O objetivo é conseguir um ponto de equilíbrio onde a meta estabelecida não seja tão fácil de cumprir e nem tão difícil que se torne inviável e acabe me desestimulando de trilhar o caminho rumo a independência financeira.


Uma meta não pode ser muito difícil...


Mas antes de estabelecê-las gostaria de informar que grande parte da minha renda passiva (+-80%) ficará comprometida em 2017, pelo menos nos primeiros meses (assim espero!). Explico o motivo: o contrato de aluguel do meu apartamento vence em 21/01/2017 e o inquilino já informou à imobiliária que não ficará mais no imóvel, devendo desocupá-lo até a data citada. Já informei a eles que pretendo alugar o apê novamente, mas já me preparo para uma eventual vacância de até 6 meses e possível diminuição do valor que cobrarei de aluguel, que atualmente é aproximadamente R$860 e talvez tenha que abaixar para uns R$750. Enquanto não alugo vou arcar com uma despesa extra de R$160 de condomínio, além do IPTU que já sai em janeiro.  Espero que tudo dê certo e a imobiliária encontre um bom inquilino para o imóvel rapidamente.


Voltando ao papo de metas, vamos à enumeração:

1) Provisionar R$23.400,00 para reduzir o saldo devedor do financiamento imobiliário:

Como disse no post anterior, vou preferir acumular o valor do saldo devedor desta dívida em um investimento CDB liquidez diária exclusivo para esses valores. Vou provisionar R$900 e a Sra. Canguinha mais R$900, somando R$1.800,00 por mês e R$21.600,00 ao final de 2017, mais os R$1.800,00 que já juntamos agora em dezembro. Faço esta conta sem considerar o valor dos rendimentos e apostando na constância de nossos aportes durante o ano inteiro, mesmo com eventuais despesas extraordinárias.

Resolvi não contabilizar estes valores no meu patrimônio pois, além de não ser somente com meu dinheiro, ele já tem uma destinação certa e será utilizado quando for oportuno.

2) Continuar o aporte de aproximadamente R$200,00 por mês em ações (R$2400,00):

O objetivo desses aportes é que eu acumule aos poucos patrimônio em renda variável através de ações de boas empresas, com exposição não muito grande e que eu continue isento da taxa de custódia de R$12,50 por mês que a corretora Rico cobra.

A limitação desta aplicação automática é que não consigo comprar ações de todas as empresas que pretendo, pois esta modalidade só permite que se compre ações listadas no IBOVESPA, então existe a chance de eventualmente eu comprar ações além desse valor previsto por mês.

3) Aportar R$1.500,00 por mês em renda fixa (R$18.000,00 durante o ano):

Listo esta meta apenas para possuir um parâmetro e um número a ser buscado, pois minha  atual metodologia de alocação prevê aproximadamente 60% em renda fixa, 35% em FIIs e 5% em ações, e sempre que essa proporção for afetada eu irei direcionar meus aportes para corrigi-la, o que pode fazer com que eu não aplique religiosamente os R$1.500,00 por mês.

4) Aumentar o meu patrimônio em aproximadamente 84% até o final de 2017:

Recentemente fiz uma planilha com projeção patrimonial mês a mês até o ano de 2028, com "metas" mensais de aporte corrigidos por uma inflação de 6%a.a., e pelos meus cálculos conseguiria esses 84% de aumento patrimonial. Essa é uma meta um pouco mais ousada mas não vou fugir ao desafio!

5) Atingir uma renda passiva proveniente de FIIs de aproximadamente R$300,00 por mês:

Semelhante ao que disse a Dilmandioca, eu cumpri a meta e agora vou "dobrar" a meta. Em 2016 eu estabeleci uma meta de R$100,00 por mês de rendimento de FII e consegui cumprir antes do fim do ano, então resolvi apertar um pouco dobrando a meta, ao invés de mais R$100,00 por mês eu quero R$200,00 adicionais. Apesar de acreditar que o valor das cotas de FII irão subir, de maneira geral, em 2017, o valor absoluto dos rendimentos não acompanharão, sendo preciso alguns aportes extras, mas o desafio está lançado.

Alguém aí tem saudade dela?
6) Praticar atividades físicas regulares 3x por semana, pelo menos:

Uma meta difícil de ser cumprida, conforme expliquei no post anterior, devido ao meu regime de trabalho em plantões diurnos e noturnos, mas não posso deixar de colocá-la porque envolve saúde, e para quê ter independência financeira se não tiver saúde para usufruir? Vou me empenhar mais em cumprir essa meta, nem que seja parcialmente. Força na peruca!

7) Parar de ingerir sucos industrializados de todas as formas e diminuir sensivelmente os refrigerantes, tomando somente aqueles com zero carboidratos:

Durante 2016 experimentei uma modalidade de alimentação chamada "low carb", que explica a influência negativa do excesso de carboidratos na regulação hormonal do corpo humano, em especial com a insulina, e o resultado dessa diminuição de carboidratos foi sensacional, perdi 4 quilos em 2 semanas de dieta, sem praticar atividade física e sem me privar de alimentar. Achei a fundamentação teórica muito boa e convincente, li esse livro aqui ó:

Apesar de trazer muitos dados históricos, recomendo a leitura.


O fato é que o açúcar e a farinha branca são as principais fontes de carboidratos de digestão rápida, que causam rapidamente um descontrole de insulina na corrente sanguínea e por isso devem ser evitados. Por isso não tomarei mais sucos industrializados (parte fácil da meta) nem refrigerantes que possuam açúcar ou outros carboidratos (parte difícil da meta).


Vou ficando por aqui com as minhas 7 metas para 2017 porque o post já está grande demais, até a próxima!

 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Checklist das metas de 2016

Olá pessoas,

Apesar de não estar registrado aqui no blog, no final de 2015 eu estipulei metas para 2016, financeiras e não financeiras, e como já vi movimentação na blogosfera a respeito do assunto resolvi aproveitar um tempinho livre e também registrar o cumprimento das metas de 2016. 

Acredito que não fará diferença entre postar agora ou somente em janeiro, por isso vou aproveitar e verificar agora.


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Se fosse fácil assim marcar como cumprida...

1) Reduzir o saldo devedor do financiamento imobiliário que possuo para R$85.000,00: META NÃO CUMPRIDA

Um dos principais objetivos que estabeleci nesse ano foi realizar amortização extraordinária e diminuir o valor dessa dívida em aproximadamente R$12.000,00, para pouco a pouco me livrar dela.

Acontece que resolvi abortar (ou melhor, suspender) essa meta até que ocorra uma redução maior na taxa SELIC. Explico: esse financiamento foi feito em 2013, quando meu salário era aproximadamente 1/3 do que recebo hoje, e por isso consegui uma taxa de juros de 6%a.a. na CEF, com CET de 6,17%a.a. Ou seja, um custo inferior ao que este mesmo dinheiro aplicado me renderia num Tesouro Selic da vida, razão pela qual resolvi aplicar essa grana ao invés de cumprir a meta. 

Apesar de estar alavancado e pagando taxas acessórias no valor da prestação do financiamento (seguro de +- R$30,00), pelos meus cálculos e já considerando uma taxa Selic de aproximadamente 12,50%a.a., eu superaria em 3 vezes esse custo de seguro em cada parcela num prazo de 2 anos (alíquota de 15% de IR), aí resolvi juntar o valor até conseguir o montante para quitação total antecipada.

Se a taxa Selic cair para menos de 9% a.a aí farei novamente os cálculos e provavelmente passe a amortizar a dívida mensalmente ao invés de investir com esse fim.


2) Quitar gastos do casamento até agosto/2016: META CUMPRIDA, com pequena ressalva.

Casamento planejado com mais de 2 anos de antecedência, consegui cumprir, com a ajuda da Sra. Canguinha, esta meta que girava em torno de R$25.000,00. Ocorreu tudo bem, casamento realizado, maravilhoso, adoramos tudo, cerimônia e recepção, ficou do jeito que a gente queria. 

A pequena ressalva foi apenas para a viagem de lua de mel, que fechamos o pacote já nos finalmentes, quando tínhamos certeza que daríamos conta de bancar a viagem sem comprometer os investimentos. Apesar de ter dinheiro reservado ao casamento suficiente para quitar a viagem a vista, por não conseguirmos descontos fizemos o parcelamento no cartão de crédito e usamos a grana para investir.

Muitos são radicalmente contra a ideia de gastar grana em casamento e festa, a princípio eu também tinha este mesmo pensamento, mas era um sonho da Sra. Canguinha e resolvemos fazer, e agora posso dizer que não me arrependo nem por um segundo por ter feito, pois acredito que temos que encontrar um ponto de equilíbrio entre viver a vida agora e viver uma boa vida no futuro. Acredito que foi um momento único em nossas vidas e que realmente valia a pena comemorar, e com planejamento e senso de realidade eu e a Sra. Canguinha conseguimos realizar.


3) Aportar  R$1.200,00 por mês em renda fixa: META CUMPRIDA

Mesmo quitando algumas despesas do casamento a meta foi cumprida, alguns meses com certa folga. Comecei a usar a planilha de sistema de cotas do Além da Poupança apenas em outubro, mas com outro registro que tinha consegui verificar o cumprimento da meta.

4) Aportar R$200,00 por mês em ações: META CUMPRIDA

Uso este valor para fazer pequenas aportes na modalidade de Aplicação Automática da Rico, que possuem uma taxa de corretagem bem barata (R$0,50 a cada R$100,00) e ainda isenta de taxa de custódia na renda variável. 

Além desse valor fiz outras compras isoladas de lotes de ações, então a meta foi superada também com certa folga.

5) Iniciar investimentos em FIIs e atingir renda passiva mensal de +- R$100,00: META CUMPRIDA

Acredito que essa foi a minha principal meta de 2016, pois os FIIs proporcionam algo que acho extremamente valioso: fluxo de caixa mensal. A sensação de receber os rendimentos todo mês, pingando em sua conta, é maravilhoso! Consegui cumprir essa meta em outubro, 2 meses antes do final do ano, e sempre reaplicando os rendimentos ou em FIIs ou em renda fixa.

6) Praticar atividades físicas regulares, pelo menos 3x na semana: META NÃO CUMPRIDA

Infelizmente não consegui cumprir essa meta ainda, me matriculei na academia, comecei até num ritmo bom mas não consegui ainda me estabilizar. Creio eu que minha modalidade de trabalho atrapalhe um pouco a cumprir essa meta, pois trabalho em regime de plantão, tanto diurno quanto noturno, tanto em dias de semana quanto em finais de semana e feriados, e com isso não consigo estabelecer e cumprir uma rotina semanal de exercícios, pois às vezes saio do serviço às 07h da manhã, depois de um plantão de 12h, e acabo ficando muito cansado para ir na academia. Enquanto eu estiver neste regime de trabalho eu não sei se vou conseguir cumprir esta meta... :/




Balanço final: 4 metas cumpridas, uma não cumprida por ter sido suspensa e outra não cumprida definitivamente.

Em breve postarei minhas metas de 2017, grande abraço!